Dia de Agradecer

Todo dia é dia de agradecer, agradecer pelas nossa vidas, por acordar mais um dia com saúde, por ter nossas pessoas amadas vivas e bem, mesmo que longe.

Mas não é todo dia que lembramos de agradecer, eu pelo menos, esqueço bem frequentemente.

Hoje foi um dia de sair pra caminhar. Apesar do inverno estar chegando, está um dia maravilhoso de sol, feriado, então todo mundo saiu pra aproveitar.

Hoje foi um dia de respirar fundo, olhar o mar, o movimento das folhas com a brisa marítima, os passarinhos voando pelas árvores.
Um dia pra fechar os olhos, e simplesmente agradecer por estar respirando. Por ter a graça da natureza ao meu redor todos os dias, por poder sorrir e ser feliz por conta própria, por estar de bem com a vida apesar das dificuldades que aparecem.

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Obrigada.

E convido vocês a agradecerem também, seja a quem for, seja ao que for. Tire um momento pra meditar, pra ficar em silêncio, ou ouvindo música e dançando como se não houvesse amanhã. Sinta o ritmo. Aproveite os momentos que chegam e vão embora. Nada disso é eterno.

Obrigada também aos leitores que me acompanham, vocês me motivam a continuar escrevendo sempre.

Inté mais!
😉

Presentes da Natureza

Em meio à um dia cinza, enfrentando uma ventania de arrancar cachecol do pescoço, um pouco de mau humor e frustração… A mãe-natureza aparece e me dá um presente, pra me lembrar de agradecer pelo dia, pela vida, por todas as coisas, apesar das adversidades.

Laranja perfeitinha que caiu de uma laranjeira na rua que eu passava 🙂

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Cada segundo que passa é um novo momento, uma nova oportunidade pra errar e acertar, pra enxergar o mundo de uma nova maneira.
O tempo não volta, não ficamos mais jovens. Sempre levamos isso pro lado ruim, mas penso agora pelo lado bom. O tempo não volta, isso quer dizer que nossos erros ficam todos pra trás, tudo pode ser melhorado e superado. Podemos limpar o que sujou, arrumar o que quebrou, rabiscar a página velha e iniciar novas ideias.

Que bom que o tempo está sempre em movimento. Que bom poder ver a troca das estações, o sol insuportável do verão, mas que proporciona idas deliciosas à praia, ou um passeio bem suado de bike. O tempo fresquinho e florido da primavera, as folhas que se transformam como verdadeira mágica no outono, até caírem no inverno, dando espaço para uma nova vida, um novo ano que chega. Um novo ciclo.

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O ciclo está se fechando novamente, preparando terreno para um recomeço. Está na hora de repensar atitudes, fazer mudanças, novos planos… Nem acredito que o ano já tá quase acabando. Foram tantas emoções, experiências novas, não sei se posso dizer que passou rápido… Nem que passou devagar. Acho que o tempo passou na medida certa.

E como já dizia o primeiro post desse blog:

“Conversamos, nos encaramos, nos enriquecemos e,
finalmente, agradecemos.
Obrigada por ficar tanto, tempo.
E por favor, fique muito mais!”

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Mundo Pequeno…

Já faz um tempo que ando acordando tarde, porque eu tenho insônia, acabo indo dormir 4h da manhã e não consigo acordar antes das 11h. Sem ter um trabalho, uma aula, uma responsabilidade grande, pra mim fica difícil.
Porém hoje foi diferente, consegui ir dormir um pouco mais cedo ontem, e acordei bem mais cedo hoje.
Levantei às 08:30h e, cheia de ânimo, saí pra correr. Coisa que nunca faço, mas to tentando pegar o costume.
Corri por 1 hora, voltei pra casa às 10:30h, tomei banho, comi alguma coisa, fiz tarefas de casa, fiquei no computador… E aí resolvi sair de novo pra tirar umas fotos. Outro costume que to tentando manter agora que tenho uma câmera legal.
Fui pra praia aqui perto de casa, e fiquei um tempão observando as pessoas, o mar, as algas levadas pra areia…
Estava no pier tirando umas fotos bem bacanas, quando um cara apareceu com uma malinha de mão e foi pra ponta do pier.

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Claro que eu não ia perder o clique.

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Ele deixou a mala no meio e foi pra ponta, parecia de propósito a montagem rs rendeu algumas belas fotos.

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Depois eu fui até ele e perguntei se ele queria que eu mandasse as fotos pra ele. Ele era italiano, não falava quase nada de espanhol, tinha um inglês bem ruinzinho, e mesmo eu também não entendendo absolutamente nada de italiano, acabamos sentando lá e ficamos conversando por 1 hora, talvez até mais. O milagre da comunicação humana!

Eu sou tímida, meio antisocial, tenho vergonha e muita dificuldade de me aproximar das pessoas. Acho que hoje foi uma combinação de lua, bom humor, planetas alinhados… Só sei que alguma coisa fez um clique e tudo fluiu. Fazia milênios que eu não conhecia uma pessoa nova, foi tão bom!

A conversa foi bem embolada, cheia de I don’t understands, muita risada, muita confusão entre idiomas, uma cantada italiana aqui e ali… Aprendi que o marisco que fica grudado nas pedras é comestível e aparentemente nunca ter comido um ouriço é algo anormal!

O Andrea está viajando pela Europa e chegou em Ibiza há 4 dias, e tem dormido na rua todo esse tempo. No frio, só ele e a mala. Sem planos, ele somente veio. Vai embora no domingo. Teve um momento que ele me contou algo sobre um casal e um cobertor, mas não entendi muito bem.

Ele me deu o e-mail pra eu mandar as fotos, e trocamos número de celular, pra caso quisessemos sair à noite.

Fui pra casa, estava passando as fotos pro PC, pensando sobre essa tarde aleatória e interessante que havia passado, quando minha sogra vem contar que ontem à noite ela e o marido estavam passeando, e se depararam com um rapaz deitado no chão, em cima de uma mala. Voltaram pra casa, pegaram um cobertor velho e deram pra ele.

Tô até agora sem acreditar nessa obra do universo.

Fico pensando, se eu tivesse dormido mais tarde ontem, ou acordado mais tarde hoje… Se eu não tivesse ido correr, ou se eu tivesse ido tirar fotos em outro lugar… Quem sabe qual segundo teria sido o segundo errado no meu dia, e então eu não teria conhecido o Andrea. A história do rapaz dormindo na rua ontem à noite teria passado despercebida. Mas todos os segundos se encaixaram perfeitamente.

É incrível como as coisas acontecem. Como o mundo é pequeno.

Sumiço – Bëa

Pois é minha gente! To bem sumida.

Fico imensamente triste de ter deixado o blog de lado por um tempo, mas também imensamente feliz pelo motivo.

A verdade é que eu tentei me planejar, bolei um montão de posts, ameacei escrever… Mas minha cabeça tava em outro lugar completamente. Não consegui focar em várias coisas ao mesmo tempo, e o blog ficou pra depois.

Pra quem me acompanha à um tempo, talvez lembre que já falei aqui antes que sou musicista, tenho uma banda chamada L Phantom, e agora tenho também meu próprio projeto solo – que demorou a eternidade e mais um pouco pra ganhar vida, mas finalmente está aqui – chamado Bëa!

Foram alguns meses muito intensos esses últimos. Eu fui sugada, 24/7, fiquei esgotada, minha energia ficou 0. Realmente dei tudo de mim e por isso não consegui me concentrar em mais nada. Risos, choros (muitos), raiva, decepção, iluminação, felicidade… Todas as emoções possíveis passaram por aqui. Mas com muito orgulho eu posso apresentar meu primeiro trabalho como artista individual, que é o EP “DAY 89”.

Todas as músicas são interligadas entre si, não exatamente em narrativa, mas dentro de um mesmo conceito, em um universo pós-apocalíptico. ~conceitual~ rs.

Foi tudo gravado em casa, no estúdio caseiro do meu namorado, que foi meu amado produtor, aconselhador e suporte emocional durante esse tempo todo haha. Quem vê de fora não sabe o perrengue que a gente passa gravando um álbum em casa! Às vezes dá vontade de largar tudo e dizer CHEGAAAA! Mas quando vemos o trabalho pronto… Todo o resto vale a pena. Mais um aprendizado pra levar pra frente.

Nem tudo deu certo, nem tudo foi como eu pensava. Mas no final era pra ser assim, do jeitinho que deu. E eu amei ❤

Espero que vocês gostem também! Estou ansiosa pra receber feedback 🙂

E agora que posso descansar um pouquinho desse projeto, vou voltar a pensar no blog, colocar a cabeça pra escrever novamente. E tem TANTA coisa que eu quero escrever, tanto pra por em dia!!! Vamos ver no que dá.

Obrigada aos que continuam aí esperando minha volta! rs

E inté mais! 😉

Verão Sem Identidade

Ibiza no verão é uma mescla imensa de nacionalidades, turistas por todos os lados. Isso é óbvio.
Eu nunca tinha sentido como é isso na pele até vir morar aqui. Sou de São Paulo, uma cidade multicultural – eu mesmo morava em um bairro onde se falava mais chinês e japonês que o próprio português. Porém, não tão turística como um lugar igual Ibiza.

Sei que em algumas cidades grandes e turísticas europeias, como Londres e Paris por exemplo, isso é algo rotineiro, algo que a cidade vive 24/7, 365 dias por ano. Não existe tempo ruim, faça sol ou faça chuva, os turistas estarão lá. Mas Ibiza é uma ilha que vive de temporada, o que quer dizer que: só funciona no verão. O inverno aqui é vazio, solitário, silencioso… E bem espanhol. Já a partir da primavera, tudo começa a voltar à ativa, e parece que a ilha acorda após uma longa hibernação. A ilha deixa sua identidade pra trás, e se torna completamente internacional.

Aqui eu entendi a mistura de povos que acontece na Europa, com todos esses países tão pertinho um dos outros – e tamanho fácil acesso entre eles.

Às vezes ando na rua aqui, e me sinto na Inglaterra, na Alemanha, na Holanda, na Itália… Tudo menos Espanha.
Tem dias que eu até brinco, fico vendo quanto tempo leva até eu ouvir alguém falando espanhol. Dependendo da região que você está, isso pode levar um bom tempo.

Brincamos também sobre Ibiza ser o litoral da Inglaterra, enquanto Palma de Mallorca (a ilha ao lado) é o litoral da Alemanha, rs.

A cidade de Sant Antoni de Portmany é onde há a maior concentração de britânicos em toda a ilha. Eles são nossos turistas nº1, então é bem comum ouvir sotaque britânico pra tudo quanto é lado.

Ibiza no verão não é a loucura que eu achei que fosse. Quem vê de fora certamente pensa que é igualzinho como passa na TV. Mas eu percebi que se você não quer festa e loucura, elas não chegam até você.

A cidade de Ibiza, onde moro, é bem tranquila comparada à outras mais movimentadas (Sant Antoni, por exemplo). Não se vê nada de estranho nas ruas, se vê muitas famílias, pessoas indo aproveitar a praia, dando um passeio pelo porto… É um verão comum, ordinário. É o velho caso de “quem procura, acha”, porque aqui, você só acha aquela loucura toda pela qual Ibiza é famosa, se você realmente procurar.

Bem… Sant Antoni é sim um caso à parte, já que a única vez que visitei a cidade à noite, vi gente pelada, gente drogada, gente bêbada, gente brigando, gente gritando… Agora você já sabe onde ir caso queira ver tudo isso! Haha (E agora você também sabe porque os britânicos tem tanta má fama por aqui…)

E onde quero chegar? Na verdade estava apenas refletindo sobre o que observei nesse verão que já está chegando ao fim.

Ibiza no verão, terra dos intermináveis dias de Sol, e dos jogos de “adivinha qual o idioma” toda vez que vai à rua. Não necessariamente algo ruim, claro. Eu mesma gosto de ver toda essa mistura.

Agora que já estou de saco cheio do calor, e dando graças pelos dias de chuva, fico apenas imaginando como será a transição para o retorno do inverno, aos dias frios, vazios, e (quase) completamente espanhois. A ilha será abandonada por mais um ano, suas praias vão descansar do lixo e da superlotação. Hibernará, mais uma vez, até os próximos dias de Sol.

O Preço do Útero (Brasil/Espanha)

Já faz um tempo que quero escrever sobre esse assunto, pois foi uma das primeiras coisas que me “chocou” logo que cheguei aqui. É uma coisa que obviamente vai ser de maior interesse às mulheres, mas informação é sempre bom, até pros portadores de pinto.

O preço dos absorventes.

Não vou nem dizer que “parece uma coisa boba” pra se pensar, pois sei que não é, é um assunto bem sério e uma grande dor de cabeça pra muitas mulheres. E pra mim era e muito, lá no Brasil.

Todas que moram ou já moraram no Brasil sabem que os absorventes estão cada vez mais caros (principalmente o absorvente interno, mais conhecido como OB), e pra mulheres com renda baixa, está ficando bem inacessível. Usar o absorvente interno é uma escolha, claro, há também a escolha do absorvente normal, o que gruda na calcinha – e é mais barato. Eu, porém, não posso usar esse tipo de absorvente pois tenho alguns problemas de pele e esse tipo só piora meu problema, me dá alergia, etc. Ou seja, tenho que recorrer aos absorventes internos mesmo.  Há até mesmo a escolha de nem menstrual at all, o que eu também já tentei e não deu certo pra mim.

As opções são poucas, já começa por aí. Nas farmácias que eu frequentava pelo menos, eu só via desses três: Intimus, o.b. e Tampax.

O Intimus costumava ser o mais barato, por volta dos 4-5 reais a caixinha com 8 absorventes. Mas logo antes de eu vir embora, já nem estava mais encontrando por esse preço. Estava tudo 6 reais pra cima, às vezes 7.

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O o.b. também já teve sua época de custar 5 reais, mas as últimas vezes que eu vi, estava uns 7-8 reais, com 10 absorventes.

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O Tampax então já é outra história, eu nunca nem comprei pois sempre achei muito caro. Era o mais caro de todos, vem 8 absorventes também, e nunca vi por menos de 7-8 reais. Acho que a última vez que vi devia estar uns 9 reais.

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O absorvente interno deve ser trocado com bastante frequencia, de preferência de 4 em 4 horas. O que significa que em um dia de 16 horas (levando em conta que você dorme 8 horas), você deve trocar de absorvente pelo menos 4 vezes. Uma caixinha dessa com 8 absorventes então dura somente 2 dias! Os nossos ciclos geralmente duram entre 4 à 5 dias, o que significa que precisamos de, em média, 3 caixinhas de absorvente pra cada ciclo. Já fizeram as contas? Pagando 6 reais na caixinha mais barata, dá 18 reais SÓ em absorvente, todo mês. Vamos deixar arredondado pra 20, já que esse preço pode variar.

Não sei vocês, mas eu sempre achei um absurdo o preço dos absorventes, uma coisa que é BÁSICA pra higiene feminina, e é TÃO cara. E essa realidade se tornou mais visível ainda quando me mudei pra Espanha.

A primeira vez que fui comprar absorvente, tomei um susto, fiquei lá olhando a prateleira sem acreditar no que tava vendo. O por quê:
Primeiro: haviam mais opções do que de costume.
Segundo: as caixas são enormes, e vêm geralmente com VINTE absorventes. Pois é, 20.
Terceiro: o preço? 2 euros.

Não me parecia possível que a diferença podia ser TÃO grande. Mas infelizmente é.

Peguei aqui o exemplo de duas marcas diferentes, compradas em dois mercados diferentes. A primeira é do Eroski. Eroski é um supermercado espanhol, e eles têm diversos produtos com a marca deles, os produtos costumam ser mais acessíveis, e são de qualidade. Essa caixa vem com 20 absorventes internos e custou 1,84 euros.

DSC04657Se vocês me acompanharam na conta ali em cima, devem ter notado que, em um ciclo de 5 dias, precisamos de, em média, 20 absorventes. Ohhhh! Que coincidência, não??? Isso significa que aqui, os fabricantes pensam no nosso ciclo e fazem as caixinhas com EXATAMENTE o número certo de absorventes que precisamos. No Brasil é bem raro encontrar caixas com mais de 12. E o preço então vai lá nas alturas…

Esse outro é da marca Siempre (adaptação de Always?). Comprei no mercado alemão Lidl, e custou por volta de 2,30 euros. (faz tempo que comprei então não lembro certinho o preço).
Esse é um pouquinho mais caro, mas vem com ainda mais absorventes, 32 dessa vez.
DSC04659Não é de cair o queixo no chão? Bem, o meu caiu. Eu simplesmente não tava conseguindo acreditar que o custo da nossa higiene íntima aqui era tão utópica comparado ao custo do Brasil. Eu fiquei tão perplexa que fiquei falando sobre isso pra um monte de gente por semanas rs.

Vamos voltar naquela continha lá de cima? Então quer dizer que: no Brasil, usando absorventes internos, o seu custo por mês/ciclo será de ~aproximadamente~ 20 reais. Enquanto que aqui, usando a caixa de 20, seu custo é de 1,84 euros.
Menos de 1% do custo do Brasil.
Comprando a caixa com 32, se o seu ciclo não for muito longo, até dá pra usar a mesma caixa por 2 ciclos seguidos, o que daria 1,15 euros de custo por mês.

Até se formos fazer a conversão, ainda é ridícula a diferença. Convertendo 1,84 euros na cotação de hoje (4 reais/euro), daria 7,36 reais essa caixa com 20 absorventes, contra os 7 reais da caixa com 8 absorventes no Brasil.

Por ano, gasta-se aqui em média 22 euros. No Brasil, 240 reais.

Uma espanhola leva 10 anos e meio pra gastar o que uma brasileira gasta em absorventes em 1 ano. Sei que pra algumas pessoas pode parecer um valor ínfimo, algo que você gasta e nem nota. Não faz diferença. Mas eu sei que pra muitas não é assim, faz diferença sim.

Às vezes meninas ficam mais tempo do que deveriam com o absorvente no corpo, porque trocar 4 vezes por dia é caro, e isso pode resultar em infecções urinárias, algo bem recorrente pra nós mulheres, e bem CHATO também. Eu mesma já tive infecções graves e não desejo isso pra ninguém, é uma das piores dores que já senti.

Felizmente, temos agora também a opção do coletor menstrual, que já existe há algum tempo mas só agora está começando a ficar conhecido. Eu quero muito experimentar, mas ainda não tive oportunidade de comprar um. O preço dele é bem salgado (80 reais no Brasil), mas sua durabilidade é de 10 anos se usado corretamente, o que é bem atraente pro bolso. Mas mesmo assim há mulheres que não gostaram dele, não se acostumaram, aí precisam voltar pros absorventes normais.

Eu não entendo muito de economia, não sei porque o preço desses produtos é tão alto no Brasil (e em outros países da América Latina também!), não sei se é tudo imposto, importação… realmente não sei. Mas que é entristecedor, isso sei que é.

Não quero arrastar mais o assunto, é basicamente isso que queria dizer. Eu sempre vejo as pessoas falando sobre a diferença de preço das coisas fora do país: carro, comida, aluguel, restaurantes, roupas etc… Mas nunca vi ninguém falando sobre essa louca diferença de preço na higiene feminina, que não é coisinha boba e nem passa despercebida. Então tá aí, o assunto foi abordado, tá na internet pra todo mundo ver 🙂

Inté mais 😉