Eyes are lakes – Poesia

Everything ends
People meeting by chance
Connection is an odd
We think we live in a big place
when in fact it is so small

Eyes are lakes
you dive in and you get lost
How deep will you go?
How hard can you feel?

Eyes are lakes
There are deeper connections
We can’t control
They will happen

Everything is an odd
It can, it can’t, it could be
Imagination plays a bigger part,
when we’re apart

Eyes are lakes,
and sometimes they’re a blue shade

Odds are tough
They toughen you up
There are universes in your eyes
And inside my mind

They start to hide
Slowly it all comes back, in time
The now, the right place
Because lakes also get dry
They get dry and leave
Before you get too deep…

Beautiful-Lake-1024x768
– Beatriz M

Dia de Agradecer

Todo dia é dia de agradecer, agradecer pelas nossa vidas, por acordar mais um dia com saúde, por ter nossas pessoas amadas vivas e bem, mesmo que longe.

Mas não é todo dia que lembramos de agradecer, eu pelo menos, esqueço bem frequentemente.

Hoje foi um dia de sair pra caminhar. Apesar do inverno estar chegando, está um dia maravilhoso de sol, feriado, então todo mundo saiu pra aproveitar.

Hoje foi um dia de respirar fundo, olhar o mar, o movimento das folhas com a brisa marítima, os passarinhos voando pelas árvores.
Um dia pra fechar os olhos, e simplesmente agradecer por estar respirando. Por ter a graça da natureza ao meu redor todos os dias, por poder sorrir e ser feliz por conta própria, por estar de bem com a vida apesar das dificuldades que aparecem.

image

Obrigada.

E convido vocês a agradecerem também, seja a quem for, seja ao que for. Tire um momento pra meditar, pra ficar em silêncio, ou ouvindo música e dançando como se não houvesse amanhã. Sinta o ritmo. Aproveite os momentos que chegam e vão embora. Nada disso é eterno.

Obrigada também aos leitores que me acompanham, vocês me motivam a continuar escrevendo sempre.

Inté mais!
😉

Presentes da Natureza

Em meio à um dia cinza, enfrentando uma ventania de arrancar cachecol do pescoço, um pouco de mau humor e frustração… A mãe-natureza aparece e me dá um presente, pra me lembrar de agradecer pelo dia, pela vida, por todas as coisas, apesar das adversidades.

Laranja perfeitinha que caiu de uma laranjeira na rua que eu passava 🙂

20151121_203834

Cada segundo que passa é um novo momento, uma nova oportunidade pra errar e acertar, pra enxergar o mundo de uma nova maneira.
O tempo não volta, não ficamos mais jovens. Sempre levamos isso pro lado ruim, mas penso agora pelo lado bom. O tempo não volta, isso quer dizer que nossos erros ficam todos pra trás, tudo pode ser melhorado e superado. Podemos limpar o que sujou, arrumar o que quebrou, rabiscar a página velha e iniciar novas ideias.

Que bom que o tempo está sempre em movimento. Que bom poder ver a troca das estações, o sol insuportável do verão, mas que proporciona idas deliciosas à praia, ou um passeio bem suado de bike. O tempo fresquinho e florido da primavera, as folhas que se transformam como verdadeira mágica no outono, até caírem no inverno, dando espaço para uma nova vida, um novo ano que chega. Um novo ciclo.

IMG_5417

O ciclo está se fechando novamente, preparando terreno para um recomeço. Está na hora de repensar atitudes, fazer mudanças, novos planos… Nem acredito que o ano já tá quase acabando. Foram tantas emoções, experiências novas, não sei se posso dizer que passou rápido… Nem que passou devagar. Acho que o tempo passou na medida certa.

E como já dizia o primeiro post desse blog:

“Conversamos, nos encaramos, nos enriquecemos e,
finalmente, agradecemos.
Obrigada por ficar tanto, tempo.
E por favor, fique muito mais!”

IMG_5473

Mundo Pequeno…

Já faz um tempo que ando acordando tarde, porque eu tenho insônia, acabo indo dormir 4h da manhã e não consigo acordar antes das 11h. Sem ter um trabalho, uma aula, uma responsabilidade grande, pra mim fica difícil.
Porém hoje foi diferente, consegui ir dormir um pouco mais cedo ontem, e acordei bem mais cedo hoje.
Levantei às 08:30h e, cheia de ânimo, saí pra correr. Coisa que nunca faço, mas to tentando pegar o costume.
Corri por 1 hora, voltei pra casa às 10:30h, tomei banho, comi alguma coisa, fiz tarefas de casa, fiquei no computador… E aí resolvi sair de novo pra tirar umas fotos. Outro costume que to tentando manter agora que tenho uma câmera legal.
Fui pra praia aqui perto de casa, e fiquei um tempão observando as pessoas, o mar, as algas levadas pra areia…
Estava no pier tirando umas fotos bem bacanas, quando um cara apareceu com uma malinha de mão e foi pra ponta do pier.

IMG_5592

Claro que eu não ia perder o clique.

IMG_5617

Ele deixou a mala no meio e foi pra ponta, parecia de propósito a montagem rs rendeu algumas belas fotos.

IMG_5623IMG_5620

Depois eu fui até ele e perguntei se ele queria que eu mandasse as fotos pra ele. Ele era italiano, não falava quase nada de espanhol, tinha um inglês bem ruinzinho, e mesmo eu também não entendendo absolutamente nada de italiano, acabamos sentando lá e ficamos conversando por 1 hora, talvez até mais. O milagre da comunicação humana!

Eu sou tímida, meio antisocial, tenho vergonha e muita dificuldade de me aproximar das pessoas. Acho que hoje foi uma combinação de lua, bom humor, planetas alinhados… Só sei que alguma coisa fez um clique e tudo fluiu. Fazia milênios que eu não conhecia uma pessoa nova, foi tão bom!

A conversa foi bem embolada, cheia de I don’t understands, muita risada, muita confusão entre idiomas, uma cantada italiana aqui e ali… Aprendi que o marisco que fica grudado nas pedras é comestível e aparentemente nunca ter comido um ouriço é algo anormal!

O Andrea está viajando pela Europa e chegou em Ibiza há 4 dias, e tem dormido na rua todo esse tempo. No frio, só ele e a mala. Sem planos, ele somente veio. Vai embora no domingo. Teve um momento que ele me contou algo sobre um casal e um cobertor, mas não entendi muito bem.

Ele me deu o e-mail pra eu mandar as fotos, e trocamos número de celular, pra caso quisessemos sair à noite.

Fui pra casa, estava passando as fotos pro PC, pensando sobre essa tarde aleatória e interessante que havia passado, quando minha sogra vem contar que ontem à noite ela e o marido estavam passeando, e se depararam com um rapaz deitado no chão, em cima de uma mala. Voltaram pra casa, pegaram um cobertor velho e deram pra ele.

Tô até agora sem acreditar nessa obra do universo.

Fico pensando, se eu tivesse dormido mais tarde ontem, ou acordado mais tarde hoje… Se eu não tivesse ido correr, ou se eu tivesse ido tirar fotos em outro lugar… Quem sabe qual segundo teria sido o segundo errado no meu dia, e então eu não teria conhecido o Andrea. A história do rapaz dormindo na rua ontem à noite teria passado despercebida. Mas todos os segundos se encaixaram perfeitamente.

É incrível como as coisas acontecem. Como o mundo é pequeno.

Verão Sem Identidade

Ibiza no verão é uma mescla imensa de nacionalidades, turistas por todos os lados. Isso é óbvio.
Eu nunca tinha sentido como é isso na pele até vir morar aqui. Sou de São Paulo, uma cidade multicultural – eu mesmo morava em um bairro onde se falava mais chinês e japonês que o próprio português. Porém, não tão turística como um lugar igual Ibiza.

Sei que em algumas cidades grandes e turísticas europeias, como Londres e Paris por exemplo, isso é algo rotineiro, algo que a cidade vive 24/7, 365 dias por ano. Não existe tempo ruim, faça sol ou faça chuva, os turistas estarão lá. Mas Ibiza é uma ilha que vive de temporada, o que quer dizer que: só funciona no verão. O inverno aqui é vazio, solitário, silencioso… E bem espanhol. Já a partir da primavera, tudo começa a voltar à ativa, e parece que a ilha acorda após uma longa hibernação. A ilha deixa sua identidade pra trás, e se torna completamente internacional.

Aqui eu entendi a mistura de povos que acontece na Europa, com todos esses países tão pertinho um dos outros – e tamanho fácil acesso entre eles.

Às vezes ando na rua aqui, e me sinto na Inglaterra, na Alemanha, na Holanda, na Itália… Tudo menos Espanha.
Tem dias que eu até brinco, fico vendo quanto tempo leva até eu ouvir alguém falando espanhol. Dependendo da região que você está, isso pode levar um bom tempo.

Brincamos também sobre Ibiza ser o litoral da Inglaterra, enquanto Palma de Mallorca (a ilha ao lado) é o litoral da Alemanha, rs.

A cidade de Sant Antoni de Portmany é onde há a maior concentração de britânicos em toda a ilha. Eles são nossos turistas nº1, então é bem comum ouvir sotaque britânico pra tudo quanto é lado.

Ibiza no verão não é a loucura que eu achei que fosse. Quem vê de fora certamente pensa que é igualzinho como passa na TV. Mas eu percebi que se você não quer festa e loucura, elas não chegam até você.

A cidade de Ibiza, onde moro, é bem tranquila comparada à outras mais movimentadas (Sant Antoni, por exemplo). Não se vê nada de estranho nas ruas, se vê muitas famílias, pessoas indo aproveitar a praia, dando um passeio pelo porto… É um verão comum, ordinário. É o velho caso de “quem procura, acha”, porque aqui, você só acha aquela loucura toda pela qual Ibiza é famosa, se você realmente procurar.

Bem… Sant Antoni é sim um caso à parte, já que a única vez que visitei a cidade à noite, vi gente pelada, gente drogada, gente bêbada, gente brigando, gente gritando… Agora você já sabe onde ir caso queira ver tudo isso! Haha (E agora você também sabe porque os britânicos tem tanta má fama por aqui…)

E onde quero chegar? Na verdade estava apenas refletindo sobre o que observei nesse verão que já está chegando ao fim.

Ibiza no verão, terra dos intermináveis dias de Sol, e dos jogos de “adivinha qual o idioma” toda vez que vai à rua. Não necessariamente algo ruim, claro. Eu mesma gosto de ver toda essa mistura.

Agora que já estou de saco cheio do calor, e dando graças pelos dias de chuva, fico apenas imaginando como será a transição para o retorno do inverno, aos dias frios, vazios, e (quase) completamente espanhois. A ilha será abandonada por mais um ano, suas praias vão descansar do lixo e da superlotação. Hibernará, mais uma vez, até os próximos dias de Sol.